VIDA SELVAGEM DA PENÍNSULA
Vida selvagem na Península do Cabo: O que poderá ver
Babuínos, elande, avestruzes, baleias sazonais e um reino vegetal que não existe em mais lado nenhum — um guia de campo para perceber porque é que o passeio pela Península do Cabo é muito mais do que uma simples paisagem.
Veja os passeios pela Península do Cabo na GetYourGuide ↗Chacma-baboons — e porque não os deve alimentar
As tropas de babuínos-chacma da Península do Cabo estão entre as poucas populações de babuínos na África do Sul geridas por um programa de proteção dedicado, em grande parte porque estão confinadas pelo desenvolvimento urbano numa península sem para onde ir. Os sinais em Cape Point e no Cabo da Boa Esperança avisam os visitantes para não os alimentarem, por boa razão: um babuíno que aprende que carros e piqueniques significam comida rapidamente começa a aproximar-se de pessoas, a invadir veículos e contentores, e os animais habituados acabam por ser classificados como animais-problema e tratados em conformidade. Mantenha os vidros do carro fechados e a comida fora da vista — protege os babuínos tanto quanto o protege a si.
Elandes, bonteboks e avestruzes na reserva
A secção do Cabo da Boa Esperança do parque nacional alberga manadas em liberdade que muitas vezes se avistam a partir da estrada, incluindo elandes — o maior antílope de África — juntamente com bonteboks, um antílope castanho-chocolate com uma mancha branca na face e na garupa, recuperado da quase extinção graças aos esforços de conservação do século passado. Os avestruzes são um avistamento quase garantido, por vezes aproximando-se da berma da estrada, e pequenas manadas tímidas de alcelafos-vermelhos e até raras zebras-da-montanha-do-Cabo surgem nos recantos mais sossegados da reserva. Não é um safari no sentido convencional, mas a densidade de animais visíveis a partir de uma única estrada é verdadeiramente invulgar.
Baleias, na época certa
As baleias-francas-austrais migram para a Baía Falsa a partir de junho, intensificando-se durante o inverno, e são avistadas com maior fiabilidade entre agosto e outubro, antes de partirem em dezembro, chegando das águas antárticas para acasalar e dar à luz nas águas abrigadas da baía. Aproximam-se tanto da costa que, na época, é comum vê-las a partir das estradas sobre os penhascos e miradouros ao longo do lado da Baía Falsa da península, sem necessidade de barco — embora um passeio de barco o aproxime ainda mais. Fora dessa janela, os avistamentos tornam-se uma questão de sorte, não de expectativa, pelo que uma visita no verão (aproximadamente de dezembro a março) dificilmente incluirá baleias.
Fynbos: a vida vegetal que faz o verdadeiro trabalho
A vegetação de aspeto rasteiro que cobre a maior parte das encostas da península é o fynbos, parte da Região Florística do Cabo — o mais pequeno dos seis reinos vegetais reconhecidos no mundo e, de longe, o mais densamente povoado em espécies para a sua dimensão. Proteas, ericas semelhantes a urzes e restios semelhantes a juncos dominam a paisagem, muitas delas adaptadas para prosperar após incêndios periódicos, e não apesar deles, e uma grande parte das espécies aqui encontradas não cresce em mais lado nenhum do planeta. É fácil passar de carro sem lhes dar uma segunda olhada, mas a diversidade sob os nossos pés é uma raridade global genuína, não apenas um pano de fundo pitoresco.
Lobos-marinhos-do-Cabo na Ilha Duiker
Ao largo de Hout Bay, a Ilha Duiker alberga uma grande e ruidosa colónia de lobos-marinhos-do-Cabo, visíveis a partir da costa, mas mais frequentemente avistados num curto passeio de barco opcional que vários tours pela Península oferecem como extra. A colónia está ativa durante todo o ano, com os lobos-marinhos descansando nas rochas ou a saltar pela água à volta dos barcos que se aproximam. É um tipo de encontro com a vida selvagem diferente dos avistamentos mais lentos de antílopes na reserva — alto, cheio e próximo — e uma forma popular de preencher o tempo enquanto o grupo do tour se reúne em Hout Bay.
Algumas regras práticas
Para além de não alimentar os babuínos, aplicam-se as regras gerais de etiqueta com a vida selvagem em toda a península: mantenha uma distância respeitosa de todos os animais, não deixe comida ou sacos brilhantes visíveis dentro do carro estacionado e permaneça nos trilhos assinalados na reserva natural, tanto para proteger a vegetação como porque alguns animais pastam perto da estrada de forma imprevisível. Nada disto exige grande esforço, mas vale a pena saber antes de chegar, em vez de descobrir no próprio dia — uma breve explicação de cinco minutos que a maioria dos passeios guiados dá na mesma, embora seja útil conhecer antecipadamente se planeia fazer o percurso de carro por conta própria em vez de acompanhar um guia.
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